Ozzy
Ainda me lembro de quando me reunia com um amigo, em torno da vitrola, para curtir o Black Sabbath. Era ditadura, sim, mas o heavy metal causava um eclipse total e permanente em tudo.
Éramos jovens, lindos; abertos para todo tipo de conhecimento e zoeira. E eu, apesar de recatadinha, amava o Ozzy. Ele representava a ruptura com um mundo sem graça e careta. E transformar era tudo o que nós queríamos - se possível, gostaríamos de envergar mais a esfera global até encontrar uma outra forma de planeta onde viver fosse possível.
Ainda ouço o eco das guitarras e dos "screams" desse cara doidão que zombou da morte em cada viagem psicodélica até por ela ser vencido no dia de hoje.
E a minha amizade com meu mano segue nessa vibe, arrematada por solos dissonantes definitivos e afetivos de um vocalista muito louco que permanecerá em nós e no mundo para sempre.
Viva Ozzy Osbourne!
Cristina Ribeiro R
Enviado por Cristina Ribeiro R em 22/07/2025
Alterado em 24/07/2025