Benjamin e Donald
Benjamin Netanyahu e Donald Trump: estes nomes eram projetados em todas as telas, paredes e fachadas, como se o mundo fosse um grande telão (e ele é).
"- Mas o que é isso? - alguém quis saber. É um super herói, um avião?
"- Não! São os Super Nomes! As palavras mais malditas e velozes do momento" - alguém respondeu.
No fim das contas, a gente fica com pena de Deus e dos demônios. E também dos anjos. Torço até para que não existam, porque a luta dos dois lados é muito sangrenta, e eu não tenho espaço, colo nem luz para esses etéreos e todos os representantes da camada de enxofre.
Queria ser capaz de, pelo menos, criar um antídoto que pudesse anular o veneno fulminante dessas mentes iradas e doentias. A coisa chegou a tal ponto, que se pensássemos bem, deixaríamos o mal só para estes dois. Pois se também pecarmos, nem o céu nem o inferno poderão dar conta dessa dança maligna, orquestrada sistematicamente na atmosfera desse planeta, que ainda está azul por conta do oxigênio. Antes, a poesia nos olhos, que sentiam e viam, caprichava mais no arco-íris, vocês lembram?
A música dessa dança é feita de uma reunião de todos os vendavais da História. Fiquei imaginando... e era como se fosse uma escola de samba feliz com todas as alas das misérias, mazelas e maldades de todos os tempos, com cada representante em um carro alegórico atirando miasmas pelos céus do mundo. Não tinham intenção de matar ninguém. Só queriam atiçar mais desgraças no espaço terrestre.
Eu estava na arquibancada e assisti a todo esse desfile, de um lado me desmanchando, de outro me derretendo, me derramando... foi horrível! A única parte boa da visão foi quando eu acordei com minha gata fazendo pãozinho na minha barriga.
Ufa!
Cristina Ribeiro R
Enviado por Cristina Ribeiro R em 08/10/2025
Alterado em 08/10/2025