As redes e seus "comentaristas"
Tenho tentado não me irritar com certos comentários nas redes. Mas é quase impossível. O nível de ódio, preconceito e materialismo nas linhas e entrelinhas dos "achistas" da Internet embassam a minha capacidade de compreensão.
Essa semana, por direct no Instagram, tive de aturar um "comentarista" substituir a palavra chacina por faxina em uma postagem que fiz sobre a tragédia da Penha. Isso, com certeza, não é nada simplista ou natural. É hediondo porque a tal operação infame do governador abateu inocentes e criminosos - todos seres humanos, vítimas de um Estado submetido a um materialismo acima do nível.
É berrante o paradoxo do que chamam de mundo desenvolvido hoje, porque é um mundo que se gaba dos seus progressos, apesar de uma enorme porcentagem de pessoas viverem na base da pirâmide social, em uma posição escrava e indígna. Sem falar naqueles que vivem à margem da sociedade, quase que fossilizados em suas raízes nas calçadas, entregues às baratas e ratazanas.
A Filosofia precisa, com urgência, ser inclusa no currículo escolar, desde o primeiro grau; como também é necessária a exclusão midiática dos socos e pontapés dos vilões de desenho animado idolatrados por crianças. E, se não for pedir demais, que seja remodelado o que anda sendo divulgado indiscriminadamente em todas as telas. Não é censura. É critério sobre o que contribui efetivamente com sabores e saberes para todos nós.
O ser humano precisa de iluminação para que sua consciência flua com claresa, venha à tona e lhe dê condições de pensar com mais sabedoria e ponderação antes de se manifestar por aí e aqui.
Reveses e grandes desenvolvimentos exigem um pouco mais do que senso comum. É o que eu entendo por progresso.
Cristina Ribeiro R
Enviado por Cristina Ribeiro R em 31/10/2025
Alterado em 01/11/2025