Impermanência
Depois de uma chacina que nos deixou marcas de dor, indignação e uma impressão de impotência redutiva, chegamos ao Dia de Finados.
Uma sensação de impermanência se agigantou no meu peito e veio à lembrança a fragilidade da vida, da existência.
Passeando no Google, ainda dou de cara com este gif. É como se eu visse o tempo arrastando tudo, infinito a dentro.
É pena não podermos viver em um contexto humano. Em termos coletivos, somos parte de uma ópera planetária sem sentido, com temática sangrenta e belicosa. O que representamos e o que somos nessa projeção de cenas ininterruptas?
Vamos sair do cenário sem respostas e sem ao menos saber se fomos mesmo seres humanos.
Cristina Ribeiro R
Enviado por Cristina Ribeiro R em 02/11/2025
Alterado em 03/11/2025