Geração analógica
Somos a última geração analógica. Isso é ótimo! Nunca fui saudosista mesmo. É claro que os alicerces e suas bases sólidas precisam estar firmes em toda existência. Quanto aos satélites em torno, que venham sempre renovados com o cheiro delicioso do novo. Tudo o que é novidade sempre será bem-vinda pra mim, desde que não seja nociva. Se novas teclas, botões e emaranhados de fios podem me conduzir ao ali, alá, alô, além... tô dentro.
Depois de conhecer boas invenções, formas e modas, costumo até deixar de lado o que já nem deveria mais fazer parte do nosso tempo. É uma questão evolutiva. Um dos primeiros profissionais de quem eu gostei, foi o Professor Pardal, mas ele, que pena, só era encontrado nas HQ. Eu era ainda pequenina e já tinha uma gana enorme pelo novo. Atualização de tintas para reacender as paredes; novas tecnologias para a produção de pandeiros, babados e livros... é tudo o que eu sempre quis. Me sinto outra ante a oxigenação de novas invenções. Coisas velhas e oxidadas são tristes, feias, azedas e fazem mal ao espírito.
É preciso renovar sempre e deixar as portas da alma abertas para receberem as manhãs dos novos tempos. E, de preferência, não esquecer para trás a mente.
Cristina Ribeiro R
Enviado por Cristina Ribeiro R em 08/02/2026
Alterado em 09/02/2026