Sina de ir
Não sou de voltar.
Sou de ir.
Os transportes são muitos:
nas janelas e telas
ou sobre rodas...
os olhos obedecem aos movimentos.
Com a procura, fazem dupla,
e um universo invade
o corpo,
a alma me leva.
Mas eu prefiro mesmo
o tubo espumante,imantado,
de uma onda toda azul
gigante.
Nele, chego mais rápido
ou nem preciso.
A força do ímã me traz, antes,
um destino sem CEP — pra quê?
A vida é um acúmulo de presentes
insolúveis.
Não tenho tempo para faxinas.
Quando um lixo detecto,
já estou em alto mar,
marinheira nas ondas
rolando...
Cristina Ribeiro R
Enviado por Cristina Ribeiro R em 12/07/2026
Alterado em 13/07/2026