Meu pai
Não era de muita fala o meu pai
Era de movimento
Andava sem pressa
Parecia poupar o vento
O seu andar me ensinou a seguir
Era relativamente livre
Mas submetido a Princípios
Trabalhava por conta própria
Produzia tijolos, pequenas barras de construir
Um dia, me deu um lápis — seu primeiro presente
Tudo nele era assim
Quando o via no caminho,
percebia que ele não estava sozinho.
Havia em torno dele um brilho,
alguma coisa que eu sentia,
mas nunca pude traduzir.
Cristina Ribeiro R
Enviado por Cristina Ribeiro R em 10/08/2026