Em qualquer solo vinga
Pra que falar de amor e flor na mesma história,
se, antes da flor, o amor já estava em seu lugar?
Melhor deixar fluir o cenário,
sem evocar infinitos raios
ou não mais digitar palavra alguma nas telas.
Quando o amor se acomodou na minha retina,
nem vi se a lua do poeta ousou brilhar.
O espaço aqui, menos importa:
Faixa de Gaza, Cruzeiro ou Grota...
Vai me dizer que nestes cantos
o amor não dá?
O amor é qual Rei Midas
Torna ouro o que tocar
Se plantar sua semente,
até nas pedras vinga.
Pode o oceano adoçar
mudar a História de um lugar
mesmo na guerra, marola
ou torrentes do mar.
É mentira, estrela-guia,
que só na luz pode brotar
Em desertos, guetos, minas,
o amor... sempre está.
Parte falada na música:
Está no abraço da família
Sob a mesa de jantar
Temendo as balas perdidas
Nas vidraças da sala.
Cristina Ribeiro R
Enviado por Cristina Ribeiro R em 18/09/2026
Alterado em 22/09/2026