Efluviações coloridas
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Descobri Juarez Machado ainda menina e nunca mais fui a mesma. Ele me deu um repertório novo — pintou uma nova visão de mundo para mim. Ele me apontou caminhos, apesar de eu ser péssima com lápis de cor, pincéis e tintas. Ele era uma expressão ímpar e eu soube me apropriar sutilmente do que ele exibia. Passo a passo, fui aplicando o que minha percepção captava das suas obras em tudo o que eu ia construindo — principalmente em produção textual.
Era década de 80 e as coisas estavam um tanto descoloridas, mas as aparições desse gênio, na mídia, coloriam os meus dias. Eu amava minhas revistas Pop por vários motivos. Um deles, era o Juarez em matérias incríveis — também me encantava com suas apresentações imperdíveis na TV. Sua presença foi de uma constância tão grande em minha vida, que até os meus cadernos de estudante tinham suas estampas nas capas. É como se eu dependesse desse contexto para ter a sensação de estar vivendo em um mundo novo, moderno.
Nunca vou esquecer das suas contribuições para o meu crescimento e aprendizado. Seus traços ainda flutuam na minha memória afetiva. Seus cabarés, sua boemia luxuosa, seus casais coloridos... Todo o seu expressionismo impactante e surpreendente marcaram minha imaginação para sempre.
Cristina Ribeiro R
Enviado por Cristina Ribeiro R em 07/10/2026
Alterado em 07/10/2026